quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Halloween reading

 


Halloween reading 


The werewolf by Angela Carter

Conto completo aqui.

Halloween is almost upon us, and, with the fabric between realms thinning, any creature can wander through the night. You can keep yourself safe at mother’s or you can dare to go on an adventure through snowy creepy woods to granny’s. 

Listen to the owls hood, the snow cracking beneath your feet and a howl that freezes you in place. Scared yet? 

Then come on in… but don’t forget your father’s hunting knife. You know how to use it.

Read this scary and grotesque retelling of a beloved children’s story, Little Red Riding Hood, and find out the truth about wolves and witches and people afraid of that they don’t know.


Angela Carter

Angela Carter was born in Sussex in 1940 and read English at Bristol University.

From 1976 to 1978 she was Arts Council of Great Britain Fellow in Creative Writing at Sheffield University and from 1980 to 1981 Visiting Professor in the writing program at Brown University, Providence, Rhode Island.

She then travelled and taught widely in the USA and Australia. She was awarded the John Llewelyn Rhys Memorial Prize for The Magic Toyshop, the Somerset Maugham Award for Several Perceptions, the Cheltenham Festival of Literature Award for The Bloody Chamber and the James Tait Black Memorial Prize for Nights At The Circus.

Her novels, all of which have received considerable critical acclaim, include Shadow Dance (1965), The Magic Toyshop (1967), Heroes And Villains (1969), Love (1971), The Infernal Desire Machines Of Dr Hoffman (1972), The Passion Of New Eve (1977), Nights At The Circus (1984), and Wise Children (1991). She also published three collections of short stories, The Bloody Chamber (1979), Fireworks (1984), and Black Venus (1985), and two works of non-fiction, The Sadeian Women: An Exercise In Cultural History and Nothing Sacred: Selected Writings, translated the fairy tales of Charles Perrault, and edited collections of fairy and folk tales as well as Wayward Girls And Wicked Women: An Anthology Of Subversive Stories (1986). She wrote the screenplay for A Company Of Wolves, based on her own short story.

Married, with one son, Angela Carter died in February 1992.

A story for children, Sea Cat And Dragon King, was published posthumously by Bloomsbury in 2000. Her work has been collected in three volumes Burning Your Boats (1995) (Collected Short Stories), The Curious Room (1996) (Collected Drama), and Shaking A Leg (1997) (Collected Journalism and Writings).

Biography taken from www.angelacarter.co.uk


Scary readings and lots of treats to everyone from your teacher Marta Ferreira.



quarta-feira, 21 de outubro de 2026

A censura ainda está aqui? - Exposição


Está patente na Biblioteca uma exposição de livros censurados em vários países, estados e lugares, em vários momentos da História e atualmente.

Alguns destes livros foram adquiridos agora, no âmbito do projeto «Da minha língua vê-se o mundo», outros já existiam na coleção da Biblioteca da ESDG.

A censura institucional está entre nós, seres humanos, desde que há memória. Em Portugal, no século XX, a censura vigorou durante 48 anos, afetando as mais variadas formas de expressão pública: jornais e imprensa em geral, espetáculos e diversos eventos públicos, programas e manuais escolares, livros. Incidia sobre matéria ideológica e de costumes, promovendo uma imagem de Portugal como um país de brandos costumes, sem corrupção ou crimes graves, onde imperava o respeito, ou melhor, o «respeitinho».

No entanto, muitos resistiram, e publicaram livros que vieram a ser proibidos e os seus autores perseguidos, por exemplo, As Novas Cartas Portuguesas, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, e Minha Senhora de Mim, de Maria Teresa Horta, ambos acusados de atentado à moral e aos bons costumes.

Com o 25 de Abril e a instauração da Democracia, em 1974, a censura e a sua estrutura administrativa foi desmantelada e a liberdade de expressão instaurada em Portugal.

Mas no mundo, a censura persiste ainda hoje; por exemplo, Os Versículos Satânicos, de Salman Rushdie, e A Quinta dos Animais, de George Orwell, são dos livros mais proibidos.

Mas será que a censura se esgota nas proibições institucionais?

De que modo a vigilância sobre a leitura e a liberdade de expressão se manifesta?

A não publicação de escritores impopulares, que não vendem, que não vão «ao encontro dos gostos do público», será uma nova forma de censura?

Ainda existem livros incómodos, que provocam atrito e conflito social, a ponto de algumas pessoas recomendarem o seu cancelamento?

O que nos leva a rejeitar um livro e os seus autores e, até, leitores? Que livros rejeitamos e porquê?

Já fomos alvo de censura ou bullying por lermos este livro ou aquele, ou simplesmente por sermos leitores?

A autocensura existe?

Tantas perguntas…
Quantas respostas?...


Todos podem responder e participar no debate, através das redes sociais da biblioteca (Instagram e Facebook) ou da caixa de perguntas e respostas colocada, para esse efeito,
no expositor da biblioteca (à entrada).

segunda-feira, 18 de maio de 2026

«Da minha língua vê-se o mundo» - Candidatura vencedora!


A biblioteca da Escola Secundária Damião de Goes candidatou-se a Leituras... com a biblioteca, da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), com o projeto «Da minha língua vê-se o mundo». Este projeto foi um dos dezasseis projetos selecionados a nível nacional, prevendo-se a aquisição de livros para a biblioteca da escola e a promoção da leitura nos próximos dois anos letivos (2026-2027 e 2027-2028), de acordo com os objetivos seguintes:
1- Fomentar a cidadania, a interculturalidade e o sentido crítico, a partir da leitura de livros, de textos científicos e de outros registos multimodais, dos media, e posterior discussão ou partilha;
2- Aumentar e/ou aprofundar os hábitos de leitura.
Estes objetivos preveem quatro ações, que depois serão concretizadas através de diversas atividades:
1- Ciclo de debates «Arte, ética e verdade»: censura (institucional e moral, autocensura), liberdade de expressão, tradução (humana e automática), olhares sobre o mundo;
2- Leitura partilhada de poemas/textos literários de e em várias línguas e variantes do português, e também traduções (a culminar numa sessão pública, em cada ano – Festa da Leitura); estas leituras poderão manifestar-se por via oral ou escrita, multimodal;
3- Leitura comparada de textos literários e científicos, numa perspetiva pós-colonial;
4- Encontro com autores/artistas/especialistas.

No ano letivo de 2025-2026, prevemos o aprofundamento do diagnóstico através da aplicação de um questionário sobre os hábitos de leitura dos estudantes dos cursos diurnos da ESDG. O projeto executar-se-á nos dois anos letivos seguintes, prevendo-se a colaboração entre a biblioteca escolar e as disciplinas de Português, Português Língua Não Materna, Filosofia, História A, Literatura Portuguesa, Área Interdisciplinar, e, eventualmente, outras. A RBE atribuiu uma verba de 2000€ para aquisição de livros necessários para a concretização do projeto; a lista já está a ser elaborada a partir da auscultação de professores e alunos. A coleção da nossa biblioteca será mais inclusiva depois deste projeto!